Quézia Silveira, só coisas minhas.

Descoberta

Minhas sensações. Minhas. E, tão somente, minhas.

Não suas, não deles. Mas, minhas.

Não invadem a ti, nem a aquele outro, e nem a ela.

Invadem a mim
              e só a mim
                         dilaceram 
                                 por completo.

Só a mim cortam e sangram, só a mim curam e cicatrizam.

                                              Sentindo…
  

Quézia Silveira

ummilhaoemuma:

e é o que tem pra hoje

ummilhaoemuma:

e é o que tem pra hoje

Tem coisas que a gente faz que não era pra a gente fazer. A gente gosta de fazer o que não deve, de vez em quando. Às vezes a gente se arrepende, às vezes a gente vai longe demais. Mas acontece que a gente gosta. E às vezes a gente repete tudo.
Quézia Silveira (via ummilhaoemuma)
Não te impressiona saber que o mais anônimo dos átomos tem poder capaz de arrasar cidades? No entanto, repara como se apagam e se escondem, como se nada fossem, nada valessem, nada pudessem…
Dom Hélder Câmara 
Desejo a vocês…
Fruto do mato, cheiro de jardim, namoro no portão, domingo sem chuva, segunda sem mau humor, sábado com seu amor, filme do Carlitos, chope com amigos. Crônica de Rubem Braga, viver sem inimigos, filme antigo na TV, ter uma pessoa especial, e que ela goste de você. Música de Tom com letra de Chico, frango caipira em pensão do interior. Ouvir uma palavra amável, ter uma surpresa agradável, ver a Banda passar, noite de lua cheia. Rever uma velha amizade, ter fé em Deus; não ter que ouvir a palavra não, nem nunca, nem jamais e adeus. Rir como criança, ouvir canto de passarinho. Sarar de resfriado, escrever um poema de Amor que nunca será rasgado. Formar um par ideal, tomar banho de cachoeira, pegar um bronzeado legal, aprender um nova canção, esperar alguém na estação. Queijo com goiabada, pôr-do-Sol na roça; uma festa, um violão, uma seresta. Recordar um amor antigo, ter um ombro sempre amigo, bater palmas de alegria, uma tarde amena. Calçar um velho chinelo, sentar numa velha poltrona, tocar violão para alguém, ouvir a chuva no telhado, vinho branco, bolero de Ravel,
E muito carinho meu.
Desejos - Carlos Drummond de Andrade 
Sou flor e asfalto. Céu e mar, Sol e chuva. Tudo assim, junto. Não vejo razão em escolher entre a água e o vinho, sendo que por vezes quero água, por vezes desejo vinho. Posso muito bem aproveitar o que cada coisa tem de bom pra oferecer. Então não aceito isso de “decida-se”. Estou decidida: gosto de tudo e ponto.
Quézia Silveira
É uma bagunça aqui dentro. É um quarto de adolescente. Um violão desafinado. Uma fila enorme na estação. Formigueiro molhado. Turminha de maternal. Papéis na gaveta. Recreio de criança. Fim de festa. Tamanha é a minha desordem de dentro.
Quézia Silveira (via ummilhaoemuma)